segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

#Dicionários Grátis

"E que incentivo quer dar ao seu filho antes dele subir ao palco? O que lhe quer dizer acerca da voz para ele sentir segurança enquanto estiver a cantar?

"Ora bem, eu queria dizer-lhe para continuar assim, sempre muito muito muito... PERSPICAZ!!!"

Já eu, queria implorar a possibilidade de distribuição grátis de dicionários porta-a-porta, junto com as listas de páginas amarelas. Quem sabe aquando entrega da declaração do IRS?!

"Ora bem, deixe-me conferir... tudo certo; vai ter direito a um brinde. Aqui está o seu dicionário. E como não rasurou o impresso, leva a edição premium!
Ah, espere lá, desses só há um... e está prometido à minha vizinha que anda a decorar a sala... mas leva o normal que também faz muito boa figura em qualquer estante!"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

#Chumbo Nacional

Nos últimos tempos o nosso país é como um liceu maioritariamente sobrelotado de alunos insurrectos, repetentes, hiperactivos e insubordinados.
No entanto, há sempre os espertos, preocupados em saber, e por isso sentam-se na fila da frente, muito atentos. São aqueles que tentam, a muito custo, ouvir o Professor. São os que querem aprender. Mas, invariavelmente, a meio do período, alguns  desmotivam; entregam-se à inércia e juntam-se aos elementos desestabilizadores. Saltam para a fila de trás, fazem magote na confusão desordenada e desaprendem a gritar sem saber bem porquê. Juntam voz à crítica, pedem o que não querem e o que não sabem se querem - importa fazer barulho.
Inevitavelmente, chega o dia do teste e valem-se das cábulas. Porque não? É válido! Não se vale o "Engenheiro" de informação não formal? Não "escuta" também ele dos parceiros de travessuras? E não foi assim que chegou a Primeiro da classe governamental? Então! É o próprio que nos dá o respectivo exemplo! Copiem crianças! Oiçam do lado, espreitem o vizinho - é assim que se vai longe! Trapaceiem muito, mintam, sejam desonestos com a própria sombra e, talvez, quem sabe um dia, possam decidir da própria vida, quiçá da do vosso país.

Nos corredores desfilam docentes mais e menos competentes, como na tal Assembleia perpassam políticos de lição mais e menos preparada.
E, em dia de reunião intercalar, desfiam o rol de queixas acerca das precárias condições de trabalho. Exigem luxos discretos, porque em gabinetes decrépitos não é possível obter gananciosos resultados.
Mais conforto para estes Senhores, por favor! Eles que dirigem o País de forma tão próspera - bem se vê - precisam de amplas salas e climatizadas, onde o intelecto lhes possa produzir ousadas estratégias.


As pautas são públicas (agora), e em avaliação final, o sistema administrativo português classifica-se como antipedagógico e contraproducente. Soluções? Arrumar compêndios e procurar carteiras internacionais.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

#Em Contagem

CPM22 - Um Minuto Para O Fim Do Mundo

sábado, 6 de fevereiro de 2010

#Para Ti, B

Aguardei-te ansiosa. A Mãe sabia como eu estava feliz com a tua chegada.
Há laços que não se explicam e tu vais perceber o meu e o da tua Mã e enquanto cresceres. E vais ter uma amiga assim, de quem nos sentimos muito pertinho, mesmo quando a distância física impede o calor de um abraço. Uma amiga das que sobrevivem à passagem do tempo e das vidas que vamos experimentando ao longo da nossa.
A Mãe estava linda contigo a mexer muito dentro da barriga, e tu és uma Bebé  maravilhosa, com as tuas mãozinhas perfeitas fechadas com força e a carinha deliciosa de soninho que diz: "Deixem-me agora descansar, está bem?"

Fico embevecida e não me canso de olhar-te... sejas muito bem-vinda B! Que possas, um dia, ler o quanto eu já gostava de ti quando só davas pontapés pequeninos na barriga e que, nessa altura, já não precises destas linhas e sintas o meu carinho sempre me deres um abracinho apertado.    

Para ti Mãe-Amiga, mais uma vez, faltam-me todas as palavras... e fico, novamente, no silêncio de um olhar molhado. O teu Pequenino Milagre é perfeito.
Sei que este não será o último momento de partilha contigo que me fará chorar de alegria e isso é reconfortante.  

domingo, 24 de janeiro de 2010

#Danger Bags!

Bolsas de mulheres são um mito. Perdão, minto, apenas o conteúdo. Nenhum homem gosta de se aproximar. Quando o fazem, lê-se-lhes uma expressão de medo.
Sempre que profiro a frase simples : “Por favor, passa-me a minha bolsa”, a linguagem corporal do escolhido transporta-me imediatamente para o cenário de um filme americano - ele, qual membro SWAT, objecto dúbio entre mãos em cuidadoso equilíbrio, move-se lentamente enquanto executa os procedimentos de forma meticulosa.
Interrogo-me muitas vezes porque carregamos tanta coisa lá dentro 
e, acabo por concluir que, para além das bugigangas femininas lugar-comum, as nossas malas carregam toneladas de pensamentos, de sentimentos, de afectos que vamos guardando ao longo do dia, porque ontem, hoje, amanhã - na actualidade - as mulheres tornaram-se muito mais contidas, mais ponderadas, apesar da verdadeira essência que subjaz ao sexo feminino. É assim que deve ser e assim que a sociedade impõe. Mulheres sem sentimentos à flor da pele, porque isso não combina com a vertigem dos saltos altos e dos íngremes blazers que fazem de nós executivas de sucesso nalgum escritório top floor. Já não fica bem sermos princesas ou termos pretensões à (in)alcançável torre do castelo. Melhor, fica sim, mas esperar que o príncipe escale de flor na boca? Compramos o castelo porque somos emancipadas, e se o príncipe quiser passar lá uma ou outra noite muito bem, mas tudo sem compromissos. E, entenda-se à partida, que o nobre candidato a pernoitar não espere pequeno almoço romântico, porque não queremos laços emocionais. Fazemos parte de uma geração andrógina, (desi)evolutivamente masculina física e sentimentalmente.
Por causa disso, aumentamos o tamanho das bolsas, para guardamos a nossa herança cromossómica, aquela que diariamente nos torna um par xx muito up to date mas que desvirtua a natureza feminina e a própria feminilidade, e para escondermos o compartimento dos incentivos a dar, 
porque os homens são Pavlovianos e precisamos incitar-lhes o reflexo condicionado. 
Sou mulher e, como já disse e repito, uma conservadora. Para mim o que está out fashion são malas oversized e, por isso, continuo a preferir emoções em tamanho XL.